Trivialidades mudas.

Olá! Desculpa estar ligando assim de repente, mas é que deu vontade de escutar a sua voz. Não, não ria. Eu sei que isso foi verdadeiramente piegas, só que o que posso fazer se estou realmente querendo ouvir seu timbre? Escutar você rir da minha voz engraçada, rouca dessa gripe maluca que me atacou? Acredite, seu riso me faz falta. Eu sinto falta dele durante a semana.

Sabe o que eu queria agora? Te dar um abraço. Daqueles bem apertados e de te fazer perder o ar. Eu amo te abraçar. Parece que meu corpo se molda perfeitamente dentro dos seus braços e próximo ao seu corpo. Se liga naquele lance de encaixe perfeito? É mais ou menos o que sinto quando nos abraçamos. Sem contar que também adoro sentir o seu perfume impregnado nas minhas roupas. Pelo menos, quando estou distante de você, após nos separarmos, eu ainda posso ficar sentindo o seu cheirinho. E, aí, fico sorrindo feito uma boba, lembrando dos nossos momentos juntos. O único problema é que eu gostaria de ainda estar com você.
Tenho te sentido meio distante nesses dias. Um pouco aéreo, um pouco atarefado. Espero que essa fase chata e complicada de final de ano acabe logo. Estou querendo te ter novamente. Mais sorridente, mais atencioso, mais... Mais meu.
Ah, também estou insuportável, eu sei. Não está sendo a minha melhor fase também. Ando chata, estressada, me importando com muito pouco - me irritando com pouco. Gostaria de estar gritando agora mesmo. É, gritando, com essa voz rouca que não consegue pronunciar nada direito. Dizer aos quatro ventos que estou cansada, que quero meu merecido descanso e que te quero aqui comigo. Ei, não ria! Estou falando sério, sua falta está me corroendo. Espero que o ano acabe logo.
Enfim... Vou desligar. Me liga, tá? Está me fazendo falta.
Amo você. Boa noite

Ela olhou para o celular intocado, largado em cima de sua mesa. Fitou as horas enquanto, na verdade, queria ver alguma chamada perdida ou alguma mensagem ainda não lida. Deu de ombros. O seu monólogo ficaria apenas em sua mente.
Apenas lá.

[Resenha] Arma de Vingança - Danilo Barbosa

Após mais de um mês sem vir aqui por motivos de justa causa (leia-se: final de semestre na faculdade), eis que retorno e incumbida de uma difícil tarefa, dada pelo meu grande amigo Danilo Barbosa: resenhar o seu primeiro livro, o Arma de Vingança. Vamos ver se, após um semestre inteiro estudando crítica literária, conseguirei fazer algo bom x3.



SINOPSE:
O que você seria capaz de fazer por Vingança? Ana teve sua vida destruída. Mentiras, traições,
dor, crime e morte deixaram nela marcas que o tempo nunca poderia apagar. Havia acabado a inocência de criança. Surgia naquele instante uma mulher pronta para ser a perfeita Arma de Vingança. Sua ira se voltaria contra todos aqueles que acharam que ela estava morta. Usaria de todos os meios possíveis para executar o seu plano. Iria mentir, enganar, seduzir e trair... Sem remorso ou pena. Afinal, esta não é uma história de amor!

É complicado para mim fazer uma resenha de um livro, ainda mais quando é de uma obra de um amigo tão íntimo e próximo. Entretanto, serei o mais sincera possível.
O Arma de Vingança, de fato, não é uma história sobre amor. E também não vi ali, inicialmente, uma história de vingança. A primeira coisa que me ocorreu quando comecei a ler o livro foi um choque de realidade. Sim, um choque, pois os fatos que ocorreram a Ana podem acontecer com qualquer um de nós. Não é difícil você encontrar, de repente, um cara a quem considera o príncipe encantado e o tempo te mostra que aquela imagem nada mais era que uma cruel fantasia para um monstro obscuro e repugnante. Isso não apenas pode acontecer como também acontece. Afinal, quantos relatos dolorosos de mulheres destroçadas - moral e fisicamente - por homens a quem amavam não existem aí, estampados em páginas de jornais, nos mostrando como as pessoas podem ser podres e repugnantes? Quantas mulheres não morrem nas mãos desses animais covardes, cuja insegurança sobrepuja a razão e a insanidade apaga os últimos resquícios de consciência e bom senso? Quantas vezes não vemos a justiça cega e falha deixar esses marginais saírem impunes por seus crimes? E o que podemos fazer? Tentar acalentar a revolta, porque, nem sempre, podemos fazer o mesmo que Ana fez: nos vingar.
Mas não nos atenhamos apenas a isso. O fato é que Ana foi enganada - e duramente enganada. Era uma moça ingênua e, como todas nós, mulheres, sonhava em viver um conto de fadas ao lado do homem que amava. O grande problema é que nossa protagonista escolhia os caras errados (ou, como falamos, tinha um belo dedo podre!) e depositava suas esperanças em sádicos e psicopatas (Ricardo, estou falando de você!). Vemos Ana afundar-se na lama por causa de seus amores. Tantos traumas, tanto sofrimento... A vida da moça foi realmente destroçada pelos canalhas com quem se envolveu, mas, apesar de tudo, ela continuou firme, forte e decidiu: não iria deixar aquilo passar em branco. Iria se vingar.
O ditado diz: vingança é um prato que se come frio. Dá prazer no início, mas, depois, sobra apenas o remorso. Talvez seja verdade. Mas, diante de tantas impunidades e de uma "justiça" tão imunda e corrompida, a vingança seria a única maneira de nos sentirmos aliviados. Infelizmente, compartilho esse pensamento com Ana. E eu teria feito o mesmo que ela fez - e, possivelmente, faria pior.
O Danilo não poupa detalhes. Ele mostra exatamente a maneira como Ana vai tecendo seus planos de vingança e é quase impossível você não se sentir feliz por ver os caras que a machucaram sofrerem no "mesmo" nível. Enquanto lia o livro, me lembrava de uma crítica de um filme que tratava a mesma temática: "depois de ver a protagonista se ferrar tanto, vê-la se vingando dos caras se torna até cômico. Dá vontade de rir ao ver o cara sofrendo, gritando e clamando por piedade". Bom, foi mais ou menos isso que aconteceu comigo. Mas ressalto que, se eu fosse a Ana, teria feito pior - bem pior.
Dois pontos extremamente positivos que vi durante a narrativa: os capítulos curtos - que te fazem ter a sensação de ler o livro mais rápido e, consequentemente, você termina o livro em poucos dias - e a descrição primorosa. Nesse último quesito, devo dizer que o Danilo é um mestre em comparações, essas sempre riquíssimas e de alto nível. É uma delícia lê-las!
A única coisa que me incomodou um pouco foram os diálogos iniciais, que me pareceram um pouco mecânicas. Os outros, porém - mais precisamente, na quarta parte do livro - já me davam uma noção maior de verossimilhança e, portanto, foram os meus favoritos! A conversa da Ana e do Rambo ao telefone foi de um primor indescritível! Acho que essa foi a cena de que mais gostei.
Por fim, acho que é apenas isso que tenho de dizer do livro do Dan (meu big angel lindo!). Leia o livro com a certeza de que irá passar por momentos de pura tensão. Você ficará nervoso, ansioso, não vai conseguir desgrudar das páginas até descobrir fato x, y, z e vai sentir muita, mas muita raiva - assim como satisfação, pois ver um pouco de sofrimento a quem causa dor nunca é demais.
Afinal: o que você faria por vingança?


(ps 1 - Dan, não deixei de notar sua preferência por nomes com R. Rambo, Rafael e Ricardo! x3)
(ps 2- E, Dan, você vai fazer minha prova de AF! Pode comprar suas passagens pra Fortaleza!)

Até a próxima, pessoal!

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A Dama Pálida

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Kamile Girão
Fortaleza, Ceará, Brazil
Garota, estudante de Letras, protótipo de escritora. Ama velharia, música antiga, pilhas de livros, pilhas de DVD's, desenho, bonecas, um sardentinho geek e, principalmente, escrever.
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