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[A Princesa da Árvore] Prólogo



Eu tinha 11 anos quando a minha mãe morreu. Ela era tudo para mim, tudo o que possuía e que pudesse se chamar, sem mentiras, de família. Portanto, não tardou para que as tias de linhagem distante e mais velhas, penalizadas, oferecessem-me ajudas que se resumiam a palavras e promessas vazias. Pode contar comigo para o que precisar. Você não está desamparado, diziam, enquanto me abraçavam e enchiam minhas faces com beijos vermelhos, borrando minhas maçãs rosadas de rubro. O perfume forte e sempre muito doce delas impregnava em minhas roupas e em minhas narinas. Era difícil livrar-me de tais manchas e aroma.
Um mês depois, eu estava sozinho. Ninguém aparecera para cumprir suas promessas.
Disseram-me, então, que minha mãe estaria sempre por perto de mim, protegendo-me e guiando meus caminhos. Isso me animou e acalentou minha dor incurável. Tentei manter contato com ela todas as noites. Fechava meus olhos e a imaginava, desejando veementemente que aparecesse, se personificasse, para que pudéssemos desfrutar de algumas horas de conversa e carinho. Entretanto, ela nuca veio.
Aí tentei ficar mais próximo de Deus. Procurei fazer amizade com Ele, conversava com o nada, imaginando que o todo poderoso me escutaria. Após inúmeros monólogos com a parede, pedi que o Senhor entrasse em contato comigo, manifestando, assim, sua existência divina. Mas Deus, também, nunca escutou meus apelos. Jamais se pronunciou.
Depois, desisti.
Então o ceticismo surgiu, matando minhas esperanças infantis e corroendo minha fé. Deixei de acreditar em muita coisa. Parei de crer nas pessoas, no imaterial, no divino. Minhas leis seguiam a lógica da selva. Era preciso aprender a sobreviver no inferno terreno e esquecer a existência do paraíso. Porque essa era a verdade universal: o inferno está aqui, e os demônios somos nós mesmos.
E demônios não sobem aos céus.

Um 2012 que começou cheio!

E aí, moçada bonita? Como vão vocês? O Natal e o Ano Novo foram legais? :)
Depois de uma longa viagem à Natal (RN), eis que volto à minha terrinha amada com várias coisas a fazer. Até bateu uma saudade da Terra do Sol e do meu descanso prolongado...

(Kami e seu bronze vampiresco. Porque ela é a única que vai à praia e volta do mesmo jeito.)

Esse período de férias me permitiu resolver um bocado de assuntos pendentes. Alguns deles:

1) Enviar os Yume de alguns parceiros, dar início ao book tour do livro e encaminhar Outubro para a biblioteca nacional.


2)
Organizar todas as ideias que já tive de futuros projetos em um fichário (porque ideia demais vai sobrecarregadar essa caixola que tá ficando velha)


3) Criar uma página para Outubro no Skoob, com uma capinha provisória mega simples (e com o Johnny Depp, só pra não ficar tão simples assim e_e). Você pode acessá-la clicando aqui.


Aproveitando o ensejo, vou matar a curiosidade de vocês e colocar aqui a sinopse de Outubro :) Eis a danada:

"Você sabe o por quê das folhas caírem no Outono?"

Shau desconhecia a resposta para aquela pergunta - até conhecer Kaero Morgan. E, naquele outubro de 2004, ele encontrou, no auditório da escola, aquela que lhe mostraria não apenas a razão pela qual as folhas abandonam suas árvores durante a estação que precede o inverno, mas que, também, ensinaria o rapaz de roupas largadas e desânimo constante a virar um homem.

Outubro, 2013. Para Felipe Alves, seria somente mais um dia de árduo trabalho no hospital. Contudo, ao entrar no quarto 706, o jovem técnico percebeu que aquele não seria um mês comum. Após tantos anos, a vida finalmente lhe dera a chance de retificar os erros do passado e de livrar-se, finalmente, das folhas velhas que persistiam na árvore da sua vida.

Fora isso, estou confabulando algumas surpresas acerca de Yume. Creio que entre janeiro e fevereiro, estarei divulgando minhas ideias. Enquanto isso, continuem atentos :).
Se der certo, pretendo postar mais alguns contos de minha autoria no blog. Achei um bocadinho no meu arquivo morto. Alguns precisam de uma revisão severa, mas nada muito grave.

Bom, por hora, tenho apenas isso a dizer :). Estou empolgada com essa agitação toda. Espero que continue assim até o final das férias!
Até breve!

Férias, ócio e sílfides em greve

Hey, pessoinhas? Bem, bem? :D
Após um mês sem aparecer por essas bandas, eis que retorno. Não há novidades tão grandiosas (até porque, aquelas que são grandiosas, já não são mais novidades '-'), mas, mesmo assim, ainda me agrada dar um oi por aqui de vez em quando :)

(Hime says: Hi!)

A primeira coisa que tenho a dizer é: blog de cara nova :D. Tempo breve, é claro, mas quis deixar uma coisa mais meiga por agora. Digamos que eu não sei lidar com os códigos do blogspot porque, se eu soubesse...
Enfim. Como estão as férias de vocês? Eu esperava mais das minhas, infelizmente. Não que eu não esteja reclamando delas, muito pelo contrário! Há algo melhor do que você dormir e acordar tarde em pleno dia da semana? Porém, não estou cumprindo todas as metas que tracei para passar estes dias de folga - não da maneira que pretendia. Digamos que isso costuma acontecer em todas as minhas férias, mas, com apenas um mês livre de aulas, torna-se impossível por todos os meus planos em prática. Sendo assim, é humanamente inviável assistir quatro seriados completos, ler mais de dezesseis livros e terminar três histórias iniciadas (mas, pelo menos, a gente tenta).
E falando em histórias...

(Hey, sua danadinha! Volte para cá agora mesmo!)

Tenho lido muito sobre fadas nesses últimos tempos (tanto histórias quanto relatos wiccas) e, nessas minhas leituras, descobri que há uma fada que ronda a cabeça dos sonhadores, conhecida por sílfide. É ela quem traz a inspiração necessária aos artistas (há quem creia que as musas gregas são sílfides!). Partindo desse princípio, convencionei chamar minha inspiração de sílfide. E não é que a danadinha está me tirando do sério de novo?
Há algum tempo, escrevi neste post como a minha inspiração funciona. É uma coisa engraçada e, até mesmo, contraditória: só consigo ter ideias grandiosas quando estou com a vida atribulada o suficiente para poder deleitar-me sobre minhas divagações. Parece regra, é incrível. Durante toda a minha vida escolar, foi assim. Na época do cursinho, foi assim. Na época em que fiz as cirurgias e não podia fazer esforços, foi assim. No final do semestre na faculdade, foi assim. E nas férias?
A danada da sílfide foge.
E não há música que dê jeito, não há filme, não há nada. Arranco os meus cabelos (ok, nem tanto), bato a cabeça na parede (também não chego ao ponto), fico até tarde acordada, encho o saco dos meus amigos, me obrigo a trabalhar... E, muitas vezes, não obtenho o resultado esperado. Ah, que vontade de castigar essa sílfide!
Então, eis o meu questionário: é só comigo ou vocês também passam pela mesma situação? A inspiração de vocês também os trai?
Até o momento em que minha sílfide resolver voltar, vou aproveitar o resto das minhas férias lendo, assistindo e aprendendo. E assim, em agosto, espero estar trazendo novidades grandiosas a vocês (porque, acreditem, estou com um acervo grandão de coisas legais!).

See ya, amores <3

(ps - pretendo não focar apenas em mim nos próximos posts! Quero dar uma renovada legal no blog nos meses que virão :D)
(ps² - As novidades relacionadas a Yume não serão sempre postadas neste endereço. Informações mais profundas sobre o livro estarão disponíveis aqui. Peço a compreensão de todos e, desde já, agradeço ^__^)

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A Dama Pálida

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Kamile Girão
Fortaleza, Ceará, Brazil
Garota, estudante de Letras, protótipo de escritora. Ama velharia, música antiga, pilhas de livros, pilhas de DVD's, desenho, bonecas, um sardentinho geek e, principalmente, escrever.
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