Dia do Escritor e o que escrever é para mim

(Kami aos três/quatro anos, em uma montagem porca feita aos quinze. Acho que vou me arrepender de ter postado essa foto...)

Falem aí, meus amores? Tudo bem?
Sei que o dia do escritor foi comemorado ontem, mas, como estou atarefada com a última revisão de Yume (isso mesmo, gente! Já já, Yume estará chegando ♥), acabei deixando o post da data passar :/ Enfim, acho que ainda estou em tempo, né? :3
É um pouco complicado explicar o que escrever significa para mim. É que nem falar da importância da leitura. Sabe quando alguém te pergunta "por que a leitura é importante para você?" e não há resposta que se adeque? Pois é, é mais ou menos isso que acontece comigo. Penso, penso e penso e não sai nada que preste.
Escrevo desde pequenina. Uma das poucas recordações que guardo dos meus anos primordiais de vida é a minha paixão por cadernos. Desde que me entendo por gente, eu amo descomunalmente folhas em branco e me recordo com uma vivacidade incrível que vivia importunando a minha mãe para me comprar cadernos porque eu queria inventar historinhas. Tudo bem que, na época, saía uns desenhos meio abstratos, mas enfim. Eu olhava para aqueles montes de riscos e conseguia enxergar histórias de princesas e mundos coloridos à Ursinhos Carinhosos. Eu via as minhas histórias.
Aí fui crescendo e a paixão por escrever foi só aumentando. Comprei mais cadernos, relatava as minhas brincadeiras na escola, transformando-as em aventuras dignas de Barrie, ia criando títulos e mais títulos. Na minha cabeça, existia aquela ideia fixa de que eu queria produzir livretos para poder contar histórias aos meus primos mais novos e aos meus amigos (por qual razão? Também não sei. Creio que sempre fui metida a Wendy Darling). Quando completei nove anos, escrevi uma pequena historinha, de nome "A Peça Faltante", que contava a história de uma princesa reprimida. Era bem curtinha, mas, mesmo assim, foi a primeira tentativa de livro que fiz.
Quando estava perto de fazer onze anos, comecei a produzir mais, mais e mais. Fiz em torno de dez esboços de histórias, uma mais diferente que a outra. Contudo, ao contrário da minha ideia inicial, criei vergonha de mostrar os meus escritos. Poucas eram as pessoas que viam e essas sempre me falavam: você deveria publicar um livro. Desconversei várias e várias vezes, sempre alegando que não, não era boa o suficiente. Naquela época, escrever para mim era apenas uma diversão, um meio que eu encontrava de viver uma realidade, cercada por seres mais interessantes que os humanos sem graça do meu dia-a-dia. Apenas relatando naqueles cadernos que tanto amava, consegui ser vários personagens ao mesmo tempo: bruxa, cigana, alienígena à Tenchi Muyo, guerreira estrelar, princesa de um reino perdido, exploradora, aventureira... E eu esquecia completamente que era ainda a Kamile, a estudante gordinha que amava animes e que tinha uma mentalidade ainda bem infantil.
Aos catorze anos, surgiu a ideia para Yume. E a história, aqui, se torna bem conhecida.
O que eu quero dizer com tudo isso é que escrever é um hábito bastante antigo na minha vida e, por essa razão, especial. Atualmente, não escrevo para tomar outras formas e viver outras vidas, mas para me sentir bem comigo mesma, realizada. Não me incomodo em deixar de sair em um sábado à noite, por exemplo, se eu estiver com aquela ideia na cabeça e sentir a necessidade de grafá-la no papel. A sensação de poder tirar aquela coisa maravilhosa da minha imaginação e ter a chance de mostrá-la ao mundo é algo tão satisfatório quanto ir a uma balada e dançar. E quem escreve sabe exatamente o que eu estou falando.
Uma das coisas mais maravilhosas que este hábito me trouxe foi a chance de conhecer pessoas que, como eu, também têm o mesmo costume de escrever. Trocar ideias e experiências com outros escritores é algo riquíssimo, valioso. Fiz amigos muito especiais por causa da escrita, conheci pessoas talentosíssimas. No meu dia a dia, por exemplo, tenho o Alberto Mitchu, o Giulian de Almeida, a Kamila Benevides, o Rustênio Dore, o Talles Azigon, a Ama Lima, pessoas extremamente importante na minha vida. E, na Internet, consegui conhecer a Patrícia Camargo, a Ren Deville, o Danilo Barbosa, a Van Bosso, a Marcia Luisa, a Gisele Galindo, o Gutemberg Fernandes, a Roxane Ribeiro, o Rafa Sales, a This Gomez, o Bruno Bianchi... UFA! Pessoas incríveis, talentosas, escritores exímios.
E a vocês, meus amigos, e a todos os escritores por aí a fora, só tenho a desejar minhas sinceras felicitações por trazer alegria, entretenimento e sonhos a um mundo tão corrompido e desacreditado como o nosso. Obrigada por nos fornecer magia por meio das palavras, por nos abrir portas para realidades paralelas, por nos dar um pedacinho de encanto. Escrevam sempre, nunca deixe esse talento de lado, pois, como disse um professor meu uma vez: "enquanto houver lápis e papel no mundo, ainda há esperança".


Feliz dia do escritor a todos que escrevem <3

6 comentários:

Talles Azigon 26 de julho de 2011 20:10  

Escrever
Esi uma arte, que como todas as artes
feita no sentimento, na emoção.
fico feliz em compartilhar essa arte contigo que tenho certeza
vai muito além com a escrita

Um grande abraço poético

Ren 27 de julho de 2011 06:35  

OMG AA SUA FOTO IUAUDHAUIDHASUIAHDSUIADAHDUIDHIUDHIAUSHDAUSD JÁ ATÉ SALVEI AQUI EM CASO DE VOCÊ DELETAR FLW

UHAUHAUAHAUH KAAAAMI, QUE COISA MAIS FOOOFA QUE VOCÊ É <33

Gisele Galindo ou simplesmente Gi. 27 de julho de 2011 06:48  

Rs, a Ren é ótima, já salvou a foto... hahahahahahaha

Essa foto é mt fofis, linda demais!!!!!

Kami, sua fofa, maravilhosa, amei o post. E é assim msm, qd bate aquela vontade banhada de ideias, não há festa que nos demova, seja do papel ou do PC. Ah, mas q delícia é escrever!!!

Saiba que vc é incrível, talentosíssima, uma escritora incrível.

Que venha Yume!!!!!!

;)

bjs***

Ah, feliz dia do escritor!

hehe

Patrícia Camargo 29 de julho de 2011 16:11  

A KAMI TÁ IGUAAAAAAAALZINHA! AHAHAHAHAHAHAHHAHA

This Gomez 30 de julho de 2011 11:33  

Amiga, que texto lindo.

Quando as pessoas falam "Kami escreve bem demais" não estão 100% corretas... Você, na verdade, é uma dama das palavras!!

E começou precocemente *.*
Lembro que decidi escrever depois de conhecer a obra de Victor Hugo, aos 11, mas as primeiras poesias só vieram aos 14 _o_

O que desejo é que Yume tome conta deste espaço e nos recubra com aquela felicidade e doçura que vêm da infância, quando sonhos têm vida própria e um significado maior do que qualquer pessoa pode descrever. o//

Te adoro muitão flor! Obrigada, sorte e muitos exemplares vendidos!! Ah, quero o meu autografado também hehehe

=**

This Gomez
Canto e Conto

Al Mitchu 31 de julho de 2011 13:11  

Não preciso dizer que o texto é bonito e talz, pq enfim, vc sabe que te acho uma escritora talentosíssima.

Entretanto, queria deixar bem claro pros outros que...

EU FUI O PRIMEIRO A SER COMENTADO, CHUPEM ESSA!!!
ò.ó

Com amor,
Mitchu

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Kamile Girão
Fortaleza, Ceará, Brazil
Garota, estudante de Letras, protótipo de escritora. Ama velharia, música antiga, pilhas de livros, pilhas de DVD's, desenho, bonecas, um sardentinho geek e, principalmente, escrever.
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