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Um 2012 que começou cheio!

E aí, moçada bonita? Como vão vocês? O Natal e o Ano Novo foram legais? :)
Depois de uma longa viagem à Natal (RN), eis que volto à minha terrinha amada com várias coisas a fazer. Até bateu uma saudade da Terra do Sol e do meu descanso prolongado...

(Kami e seu bronze vampiresco. Porque ela é a única que vai à praia e volta do mesmo jeito.)

Esse período de férias me permitiu resolver um bocado de assuntos pendentes. Alguns deles:

1) Enviar os Yume de alguns parceiros, dar início ao book tour do livro e encaminhar Outubro para a biblioteca nacional.


2)
Organizar todas as ideias que já tive de futuros projetos em um fichário (porque ideia demais vai sobrecarregadar essa caixola que tá ficando velha)


3) Criar uma página para Outubro no Skoob, com uma capinha provisória mega simples (e com o Johnny Depp, só pra não ficar tão simples assim e_e). Você pode acessá-la clicando aqui.


Aproveitando o ensejo, vou matar a curiosidade de vocês e colocar aqui a sinopse de Outubro :) Eis a danada:

"Você sabe o por quê das folhas caírem no Outono?"

Shau desconhecia a resposta para aquela pergunta - até conhecer Kaero Morgan. E, naquele outubro de 2004, ele encontrou, no auditório da escola, aquela que lhe mostraria não apenas a razão pela qual as folhas abandonam suas árvores durante a estação que precede o inverno, mas que, também, ensinaria o rapaz de roupas largadas e desânimo constante a virar um homem.

Outubro, 2013. Para Felipe Alves, seria somente mais um dia de árduo trabalho no hospital. Contudo, ao entrar no quarto 706, o jovem técnico percebeu que aquele não seria um mês comum. Após tantos anos, a vida finalmente lhe dera a chance de retificar os erros do passado e de livrar-se, finalmente, das folhas velhas que persistiam na árvore da sua vida.

Fora isso, estou confabulando algumas surpresas acerca de Yume. Creio que entre janeiro e fevereiro, estarei divulgando minhas ideias. Enquanto isso, continuem atentos :).
Se der certo, pretendo postar mais alguns contos de minha autoria no blog. Achei um bocadinho no meu arquivo morto. Alguns precisam de uma revisão severa, mas nada muito grave.

Bom, por hora, tenho apenas isso a dizer :). Estou empolgada com essa agitação toda. Espero que continue assim até o final das férias!
Até breve!

Trivialidades mudas.

Olá! Desculpa estar ligando assim de repente, mas é que deu vontade de escutar a sua voz. Não, não ria. Eu sei que isso foi verdadeiramente piegas, só que o que posso fazer se estou realmente querendo ouvir seu timbre? Escutar você rir da minha voz engraçada, rouca dessa gripe maluca que me atacou? Acredite, seu riso me faz falta. Eu sinto falta dele durante a semana.

Sabe o que eu queria agora? Te dar um abraço. Daqueles bem apertados e de te fazer perder o ar. Eu amo te abraçar. Parece que meu corpo se molda perfeitamente dentro dos seus braços e próximo ao seu corpo. Se liga naquele lance de encaixe perfeito? É mais ou menos o que sinto quando nos abraçamos. Sem contar que também adoro sentir o seu perfume impregnado nas minhas roupas. Pelo menos, quando estou distante de você, após nos separarmos, eu ainda posso ficar sentindo o seu cheirinho. E, aí, fico sorrindo feito uma boba, lembrando dos nossos momentos juntos. O único problema é que eu gostaria de ainda estar com você.
Tenho te sentido meio distante nesses dias. Um pouco aéreo, um pouco atarefado. Espero que essa fase chata e complicada de final de ano acabe logo. Estou querendo te ter novamente. Mais sorridente, mais atencioso, mais... Mais meu.
Ah, também estou insuportável, eu sei. Não está sendo a minha melhor fase também. Ando chata, estressada, me importando com muito pouco - me irritando com pouco. Gostaria de estar gritando agora mesmo. É, gritando, com essa voz rouca que não consegue pronunciar nada direito. Dizer aos quatro ventos que estou cansada, que quero meu merecido descanso e que te quero aqui comigo. Ei, não ria! Estou falando sério, sua falta está me corroendo. Espero que o ano acabe logo.
Enfim... Vou desligar. Me liga, tá? Está me fazendo falta.
Amo você. Boa noite

Ela olhou para o celular intocado, largado em cima de sua mesa. Fitou as horas enquanto, na verdade, queria ver alguma chamada perdida ou alguma mensagem ainda não lida. Deu de ombros. O seu monólogo ficaria apenas em sua mente.
Apenas lá.

E outubro levou consigo o meu Outubro

(se o Shau existisse, ele seria assim)


2005. Era uma vez uma Kami com doze anos. Apaixonada - período difícil esse das descobertas das primeiras paixões -, lia o último mangá de Sakura Card Captors com uma frequência exagerada. Quero um amor como esse, pensava, enquanto suspirava pelas declarações românticas de Syaoran e Sakura. Ao mesmo tempo, fã irrevogável de Evanescence, escutava constantemente a música October da banda, uma das canções menos conhecidas do grupo - que, na época, bombava com singles como Bring me To Life, My Immortal e Going Under.
2005. Kami com baixa auto-estima. Gostaria de ser como a sua musa, Amy Lee. Queria ter o cabelo longo e liso, os olhos claros, saber tocar piano e cantar divinamente. Entretanto, seu estereótipo divergia totalmente da vocalista do Evanescence. Baixinha, com seus 1,57m, tinha os cabelos cacheados, volumosos e estava acima do peso. Não era boa em nada, apenas em escrever algumas coisinhas que, nem sempre, eram obras primas. Tentava se inspirar em seus cantores favoritos da época para conseguir produzir algo que prestasse - e eram raras as vezes em que conseguia êxito.
Meus doze anos não marcaram a minha vida de forma positiva. As recordações que tenho dessa fase são as mais amargas e difíceis de todo o início da minha adolescência. Sabe quando nada dá certo e você se sente um patinho feio, ou, já diria Renato Russo: "Sou a gota d'água, sou um grão de areia"? Foi mais ou menos assim comigo. Mas, quando olho para aquela garota sem graça que eu era, fico admirada com a capacidade dela querer modificar sua vida criando histórias - capacidade essa que, após Inevitável, eu perdi. E foi assim que, criando um alter ego de nome Kaero e usando o nome da sua música favorita, nasceu Outubro.
Minha pouca maturidade na época não me permitiu fazer de Outubro a história que eu queria, tanto que, várias vezes, modifiquei. Acrescentei e apaguei vários personagens, mudei o foco, criei problemas e resolvi esquecê-los... Permaneci um pouco mais de três anos nessa dúvida, pensando no que poderia fazer para levar adiante o enredo. Nesse meio período, Yume surgiu, e acabei deixando Outubro para trás.
Aos meus quinze anos, estava decidida a esquecer os rascunhos que havia feito desse protótipo de história. Eis que, então, conversei com a minha amiga Lucyellen Lima e ela, implorando, me pediu para não fazê-lo. De algum modo, ela havia se identificado com aquele enredo, até então, bobo e sem graça e queria que, algum dia, eu retomasse a escrita. Aquilo me comoveu de um modo que não consegui negar. Assim o fiz: quando estivesse pronta e suficientemente madura, voltaria com Outubro.
2010. Yume havia sido concluída e restara um vazio. O que fazer agora?, pensava, desolada por não ter mais a companhia diária de Nadia e Adrien. Supus retomar Inevitável, fazendo os devidos ajustes, mas, após uma proposta pertinente do Mitchu (e que não falarei - ainda), cogitei a ideia de voltar com Outubro. Na época, com dezessete anos, me sentia pronta para dar vazão à imaginação.
E, no dia 16 de outubro de 2011, concluo Outubro.
Em nada, Felipe (Shau) Alves e Kaero Sales Morgan remetem aos personagens que surgiram na minha mente aos meus doze anos, tampouco o enredo que ambos traçam. Outubro não é a história que a Kamile de doze anos, no início da sua adolescência, criou, mas é o reaproveitamento de ideias que nasceram nessa época - ideias que remetem a perdas, despedidas, passado, oportunidades únicas de redimir-se de erros. Outubro é a minha folha caída de um longo outono - outono esse que perdura há seis anos.
Está na hora de vocês conhecerem essa folha. Em breve, estarei disponibilizando a sinopse de Outubro :). Irei registrar na Biblioteca Nacional logo e, em seguida, caçar editoras. Desejem-me sorte!
Com amor,
Kami


PS - Lucyellen e Mitchu: essa história é para vocês. Obrigada por não me fazerem desistir dela. Eu amo vocês dois.
PS² - Agradecimentos especiais aos amigos Ticiana Dias, Bruno Souza, Naíra Dias, Ana Karolinne Frota e Jéssica Moreira e ao meu namorado, Diego Pereira, que, por livre e espontânea pressão, me fizeram ter forças (e vontade!) para acabar Outubro. Obrigada, também à linda Van Bosso, que sempre me apoiou e incentivou! Devo muito a vocês!
PS³ - fiquem com as músicas que me inspiraram a escrever essa história.





[CONTO] Carta ao Peter Pan

Querido Peter,


Há quanto tempo você saiu de meus sonhos infantis? Não consigo determinar, mas, nesses últimos dias, tenho realmente sentido a sua falta.


Sabe, Peter, sou da geração Harry Potter. Muitas crianças da minha idade sonharam em receber a carta que as daria passagem para Hogwarts. Eu mesma sonhe com isto incontáveis vezes. Porém, abdicaria tudo se tivesse a chance de ir à Terra do Nunca. Eu desistiria de uma vida de magia e bruxaria se me houvesse a garantia de viver ao seu lado, de poder me aventurar com as fadas, com os piratas, com os índios, com as sereias e, claro, com os meninos perdidos. Talvez tal afirmação soe um tanto absurda, mas é isso mesmo: eu largaria qualquer coisa para poder viver ao seu lado na terra de eternas aventuras.


Sendo assim, mesmo com o desejo ardente de receber a dita carta, nunca a esperei. Ao contrário: ansiava pela sua visita. Deixei a janela de meu quarto aberta, sempre à sua espera. Acreditei em fadas mais do que na existência de anjos, e repetia isso como se fosse um mantra. Visualizei a Terra do Nunca em todas as suas cores e suas magias. Mas sabe o que é ruim, Peter? Você nunca veio.


Minha dedicação e meu amor jamais foram suficientes para você. Sei que a Wendy lhe tem uma importância infinitas vezes maior, mas, ainda assim, éramos iguais em quase tudo, caro Peter. Como ela, relatei sua suas histórias com a mesma intensidade, acreditava piamente em sua existência do mesmo modo que a primogênita Darling. Mas, ainda assim, não adiantou. Torno a repetir; você nunca veio.


As ínfimas esperança que eu ainda alimentava foram desaparecendo com o decorrer dos anos. E o inevitável aconteceu, querido Peter: eu cresci. Entrei pesadamente no mundo dos adultos e em suas vidas predominantemente preto e branco, desprovidas das doces e delicadas aquarelas da infância. Digamos que essa dolorosa inserção me fizera jogá-lo em um baú de memórias arcaicas, todas longínquas demais para que eu possa alcança-las. E então, estimado Peter, você se tornou parte desse enfurnado de memórias, esse cemitério escuro e silencioso de lembranças.


Mas as coisas não poderiam ficar piores. A vida matou alguns dos belos momentos de minha saudosa infância. As recordações restantes são tão poucas e tão enegrecidas que se torna complicado analisa-las. Porém, fique tranquilo, pois as que restaram sempre me remetem a você e a toda beleza que mina imaginação me proporcionou – visto que, com a sua inegável ausência, restou-me apenas minhas ideias e meus sonhos como substância vital e necessária para te materializar. Só assim, adorado Peter, saciei a minha necessidade de aventuras. Só assim, aquela garotinha quase sem amigos sanou sua solidão.


Eu sei, meu amado, as irredutíveis perguntas que estão passando por sua cabecinha eternamente juvenil. Consigo premeditar cada palavrinha que se une nesses questionamentos injustos que tem a me fazer: por quê? Oh, Peter, são tantos porquês... Por que lhe remeto esta carta, por que matei meus doces sonhos infantis, por que cresci...? Infelizmente, não deu para fazer o mesmo que você fez, amado menino. Não tive a capacidade de parar o meu relógio, não consegui estacionar minha vida na minha infância. E esse cotidiano cruel de “adulto” acabou por me fazer esquecer os desejos de outrora. Os acontecimentos diários me fizeram velar aqueles tempos dourados de criança. Não há nada pior do que crescer, Peter. Tampouco ser desiludida, trocada, traída, enganada... É, é... Vida de adulto não é fácil, meu querido. É tão dura e triste que, às vezes, tento superar os obstáculos que me separam das minhas memórias longínquas – as mesmas em que você descansa, adormecido, esquecido de suas lutas fatais contra o temível Capitão Gancho. E são essas visitas, Peter, que me fazem escrever cartas como essa.


Ah... Já sei o que sua jovem mente confusa quer saber dessa vez... O que é isso que eu sinto? É bem simples, meu bom rapaz: saudades. Saudades de um tempo que nunca voltará.


Querido, sinto que devo encerrar este escrito aqui. As obrigações de uma adulta me chamam. Mas, não se preocupe. Se essas poucas palavras o comoveram e o incitaram a finalmente me procurar, fique tranquilo: as janelas do meu quarto continuam abertas.



Com amor,


Da garota que nunca quis crescer, mas precisou.



Ainda não estou em condições de voltar totalmente aos blogs, amados. Porém, como tive um pequeno tempo livre, aproveitei para vir aqui postar esse mini conto que fiz às pressas. Creio que, vez ou outra, postarei as tentativas de contos que faço. Espero que gostem.

Abraços!

Kami


(ps - A razão pela qual escolhi o Peter Pan é bem simples: ele era a minha paixão de infância. E eu ainda sonho em conhecer a Terra do Nunca. Quem sabe eu não consigo um dia, não é?)

Temporariamente ausente!

Olá, amores! Tudo bem?

Estou fazendo a mesma postagem em ambos os blogs para anunciar que, a partir dessa semana, eu vou, temporariamente, ficar ausente da Internet.
Ando muito atarefada na faculdade e esse semestre está me exigindo mais atenção e dedicação. Contudo, as novidades sobre Yume continuarão, visto que, quem estará assumindo o meu posto na minha conta do Twitter é a minha amiga (gêmea!) Sarah Fortes. Quanto ao blog do livro (pois este vai ficar desativada por hora), quem cuidará será a Nöri! Então fiquem relaxados, porque vocês ainda continuarão por dentro das últimas notícias acerca de Yume e seu lançamento!
Agradeço, desde já, a compreensão de todos e até breve!
Beijos da Kami!

Férias, ócio e sílfides em greve

Hey, pessoinhas? Bem, bem? :D
Após um mês sem aparecer por essas bandas, eis que retorno. Não há novidades tão grandiosas (até porque, aquelas que são grandiosas, já não são mais novidades '-'), mas, mesmo assim, ainda me agrada dar um oi por aqui de vez em quando :)

(Hime says: Hi!)

A primeira coisa que tenho a dizer é: blog de cara nova :D. Tempo breve, é claro, mas quis deixar uma coisa mais meiga por agora. Digamos que eu não sei lidar com os códigos do blogspot porque, se eu soubesse...
Enfim. Como estão as férias de vocês? Eu esperava mais das minhas, infelizmente. Não que eu não esteja reclamando delas, muito pelo contrário! Há algo melhor do que você dormir e acordar tarde em pleno dia da semana? Porém, não estou cumprindo todas as metas que tracei para passar estes dias de folga - não da maneira que pretendia. Digamos que isso costuma acontecer em todas as minhas férias, mas, com apenas um mês livre de aulas, torna-se impossível por todos os meus planos em prática. Sendo assim, é humanamente inviável assistir quatro seriados completos, ler mais de dezesseis livros e terminar três histórias iniciadas (mas, pelo menos, a gente tenta).
E falando em histórias...

(Hey, sua danadinha! Volte para cá agora mesmo!)

Tenho lido muito sobre fadas nesses últimos tempos (tanto histórias quanto relatos wiccas) e, nessas minhas leituras, descobri que há uma fada que ronda a cabeça dos sonhadores, conhecida por sílfide. É ela quem traz a inspiração necessária aos artistas (há quem creia que as musas gregas são sílfides!). Partindo desse princípio, convencionei chamar minha inspiração de sílfide. E não é que a danadinha está me tirando do sério de novo?
Há algum tempo, escrevi neste post como a minha inspiração funciona. É uma coisa engraçada e, até mesmo, contraditória: só consigo ter ideias grandiosas quando estou com a vida atribulada o suficiente para poder deleitar-me sobre minhas divagações. Parece regra, é incrível. Durante toda a minha vida escolar, foi assim. Na época do cursinho, foi assim. Na época em que fiz as cirurgias e não podia fazer esforços, foi assim. No final do semestre na faculdade, foi assim. E nas férias?
A danada da sílfide foge.
E não há música que dê jeito, não há filme, não há nada. Arranco os meus cabelos (ok, nem tanto), bato a cabeça na parede (também não chego ao ponto), fico até tarde acordada, encho o saco dos meus amigos, me obrigo a trabalhar... E, muitas vezes, não obtenho o resultado esperado. Ah, que vontade de castigar essa sílfide!
Então, eis o meu questionário: é só comigo ou vocês também passam pela mesma situação? A inspiração de vocês também os trai?
Até o momento em que minha sílfide resolver voltar, vou aproveitar o resto das minhas férias lendo, assistindo e aprendendo. E assim, em agosto, espero estar trazendo novidades grandiosas a vocês (porque, acreditem, estou com um acervo grandão de coisas legais!).

See ya, amores <3

(ps - pretendo não focar apenas em mim nos próximos posts! Quero dar uma renovada legal no blog nos meses que virão :D)
(ps² - As novidades relacionadas a Yume não serão sempre postadas neste endereço. Informações mais profundas sobre o livro estarão disponíveis aqui. Peço a compreensão de todos e, desde já, agradeço ^__^)

Vão-se os anéis, ficam os dedos.

Já dizia a minha mãe: há males que vêm para o bem. Demorei muito tempo para tentar compreender o que esta frase dizia, mas, com o tempo, fui vendo que realmente fazia sentido. Exemplo: não passei de primeira no vestibular. Chorei feito uma condenada, me sentia mal, estava triste com a ideia de ter de ir a um cursinho... Tempos depois, me perguntei: e se eu tivesse passado? Será que estaria feliz fazendo Publicidade e Propaganda? Porém, se eu realmente houvesse sido aprovada na primeira vez, com certeza não teria adquirido a quantidade de amigos que atualmente tenho. Pessoas essas que vieram de todos os cantos em que passei: do cursinho, do IFCE, do meu atual curso.
Valeria a pena, então, estar cursando o terceiro semestre de Publicidade e Propaganda?
Não sei em relação ao curso, mas às pessoas, afirmo: não. Sou muito grata pelos amigos que ganhei, pela experiência que adquiri e pelos momentos que vivi. Para mim, essa é a comprovação maior de que sim, há males que vêm para o bem.
Outra vez foi o rolo que estourou na Internet - e que não, não pretendo e nem me sinto à vontade para falar, pois são águas passadas. Poderia ter acontecido diferente? Sim, poderia, claro. Mas, apesar da decepção, da frustração e do ódio mortal que se abateu sobre mim, olho para trás e vejo que também foi uma experiência válida. Alguns condenarão a minha posição e panz, mas, olhem, vejam bem: se isso tudo não tivesse acontecido, teria eu conhecido pessoas tão incríveis quanto o Danilo Barbosa, a Vanessa Bosso, a Gisele Galindo, o Gutemberg Fernandes, o Rafael Sales, a This Gomez, a Pri Beletato, a Graci B., a Marcia Luisa ou a Erika Spencer? Teria me aproximado mais da Patrícia Camargo ou do Karlo Campos? (Ren, tu não conta! Te conheço desde 2009, bitch amada <3) Isso sem contar em outros amigos que o santo twitter me fez conhecer!
Não, não estou arrependida ou tão pouco me lamentando pelo destino. Imprevistos acontecem, infelizmente. Ninguém está isento de uma grande decepção, de uma grande perda, de uma grande desilusão. Mas cabe a você próprio analisar os pontos positivos após as lágrimas e levantar após a queda. A decisão de ficar no chão é sua. A de se reerguer, também.

A incrível arte de escrever em diários

Mês passado, tive meu coração destruído. Completamente dilacerado, machucado, maltratado. Fiquei mal, muito mal. Adoeci. Não sorria mais, vivia meio triste, mas, também, sem conseguir derramar uma lágrima pelo tal ocorrido que me deixara assim. Por alguns dias, fiquei desesperada, sem chão, sem ter em quê me apoiar, totalmente perdida. E, pior ainda, com muita coisa guardada dentro de mim.
Foi um período bem complicado, um período em que tentei abafar minhas mágoas para todos saberem que sim, eu estava bem, obrigada; que sim, eu não fora destruída; que sim, eu não iria desistir. Mas sabe o que isso me ocasionou? Uma algia ainda maior. Mentir para si mesma quando só se quer chorar e gritar pode ser bem pior do que se imagina. Fingir que está tudo bem quando, na verdade, está tudo uma merda não me fez ficar melhor em nada - muito pelo contrário, só me deixou ainda pior.
E teve um dia em que cansei de farsas. Resolvi extapolar, gritar, xingar, chorar até o ar começar a faltar. Depois disso, comecei a me sentir um pouco melhor. Porém, nada me fez melhorar tanto que escrever em um diário.
Sim, acreditem se quiser, eu tenho o costume de escrever em diários. Quem me conhece sabe muito bem que sou extremamente quieta, não costumo sair por aí expondo tudo que penso, tudo que sinto porque minha garganta trava (ridículo, eu sei, mas é a pura verdade). Entretanto, sempre consegui me expor muito bem no papel. Quer me fazer feliz após um dia frustrante? Me dê um caderno e uma caneta, apenas. A melhora é imediata, como se fosse um remédio extremamente potente para minhas emoções e, principalmente, para o meu bem estar mental. E foi isso que me salvou desse período negro e difícil, desses 30 dias de aflição, tristeza e frustração (muita frustração).
Só no papel, pude mostrar quem realmente estava sendo a Kamile por detrás do sorriso meia boca. Só escrevendo, consegui me sentir mais aliviada. Pude xingar até não aguentar mais, mandar aquelas pessoas pr'aquele canto, relatar tudo que estava passando e todas as minhas expectativas. Contudo, se me pedirem para ler agora as palavras que grafei naquelas simpáticas páginas da Betty Bopp, não terei vontade. Foi um momento de desabafo, um momento que não pretendo me recordar mais, mas que, em compensação, serviu para o meu crescimento pessoal e amadurecimento. Se vierem me perguntar: Como você se sente agora?, direi que me sinto bem, muito melhor que antes, pronta para qualquer uma, mas, infelizmente, ainda tem uma parte de mim fragilizada. Porém, é indiscutível: a maior parte daquele coração partido foi devidamente gravado no meu diário.
Não tenho vergonha de admitir que escrevo em diários. Sim, eu escrevo e isso me satisfaz muito, obrigada. Era um costume antigo, que ficou abandonado por algum tempo, mas que, agora, voltou. E que não vou mais abandonar.



Ps - Mudança de layout. Assistir Mulan realmente me deixou inspirada. E eu disse que não iria ficar com aquele outro por muito tempo.

Duas semanas de atraso e novidades!

Saudações, pessoinhas 8)
Após duas semanas, eis que volto por essas bandas. Foram semanas bem agitadas, admito, e tenho alguns registros mega felizes para mostrar a vocês (embora sejam coisas meio: WTF? Enfim...)
Para começo de história, o Desencontro :D

(pessoinhas felizes no Desencontro. E ninguém saiu bonito, LOL)

Desencontro foi um evento de Mídias Sociais que teve aqui em Fortaleza, nos dias 01 e 02 de abril. Sabe aquele tipo de encontro super interativo, divertido e que você tem acesso a TODOS os palestrantes? (quando eu digo todos, é todos mesmo!) Pois é. Eu nunca havia ido a nada similar, mas, graças a Tici Dias, tive a oportunidade de ir a um dos melhores eventos da minha vida *_*. Palestras incríveis, assuntos bem atuais, dicas legais para quem quer trabalhar com mídia social (no meu caso, serviram para pouca coisa, essas dicas, mas não deixaram de ser importantes). E os palestrantes? Querem ter uma noção?
Ok, vamos lá.

@felipeneto
(minha cara de nervosismo é ótima, beijos)

@pecesiqueira

(poses iguais, LOL)

@KITTYKILLS

(Uma palavra pra Lia: FOFÍSSIMA!)

@edutestosterona

(que é alto pra caramba e gosta de H.I.M!)

@izzynobre
(Outro fofo e super simpático!)

Isso sem contar com várias outras personalidades famosas das redes brasileiras :).
Ah, e o final do Desencontro, heim?

(Digam "X", seus lindos!)

Festinha!!! \o/

Isso sem contar as pessoas maravilhosas que tive o prazer de conhecer e trocar contatos :D.
Uma experiência simplesmente inesquecível! Estarei no Desencontro 2012 com certeza!

E, na semana passada, chegaram minhas encomendas tão esperadas (após o atraso tenso que os Correios tiveram!)
Eis minhas aquisições:

Minha Coleção de Vampire Academy!



Arashi, meu Taeyang HasH!








































Meu Sábado à Noite lindo, da Babi Dewet!































Ufa! Acabou a sessão "fotos"!
Fora isso, estou com várias ideias na cabeça para novos livros! (E não vou revelar nada por enquanto, hihi xD) Só me falta tempo para colocá-las todas em prática, mas, em breve, estarei fazendo-o :). Preciso apenas organizar a minha vida na faculdade (e estudar tudo o que preciso) e, só então, trarei essas novidades para vocês :).

E, bom, por hoje é só!
Desejo a todos uma ótima semana!
Fiquem com Deus!

Os bons anos 90

(Kami baby, em um dia perdido de 1994/1995)


Eliana. Angélica. Disney Cruj. Mamãe e Papai juntos. Mamonas Assassinas. Geloco. Ursinhos da Parmalat. Desenhos da Disney. Ursinhos Carinhosos. O Fantástico Mundo de Bob. Punk, a Levada da Breca. Gasparzinho. Dire Straits. Elton John. As Meninas Superpoderosas. Sailor Moon. Rod Stewart. Barbie. Logo antiga da Barbie. Saídas com o papai para o cinema. Planeta Xuxa. Brincadeira na rua. Caloi. Escolinha Pingo de Luz. Menina chorona. Peter Pan. Boneca da Ariel. Baby Barriguinha. Revista da Barbie. ABC. Guerreiras Mágicas de Rayearth. Dragon Ball. Sandy & Junior. Minichikens da Mônica. Turma da Mônica. Susi. O Resgate de Jessica. Olha quem está falando. Simão, o Fantasma Trapalhão. Mc Donnald's da José Bastos. A Ursupadora. O Diário de Daniela. Luzclarita. Chiquititas. Terra Nostra. Revista Recreio. Último ano na escolinha. Vovô vivo ("Ô Caboquinha..."). Vovô morrendo. Mario World. Windows 95/98. Jogo do Cachorrinho. Princesa Diana.


Por alguma razão, eu só me lembro de 1999. Ainda assim, sinto saudades.

Nova aparência, UFC, Novos Livros e blá.

Hi, hi, pessoas! Sentiram falta de mim?

Sei que fiquei sumida por um bom tempo, mas tive meus motivos, juro! Fiquei chateada por não conseguir mexer no blogspot da maneira como queria, ajeitá-lo à minha forma e panz. Mas, graças ao meu grande amigo Guto, consegui deixar o blog com uma carinha mais Kami *-*~. Eu aprovei a mudança, agora falta saber a opinião de vocês :D.
E, bom, depois de um mês de férias sem muitos fatos interessantes acontecendo, eis que tenho a maior novidade para contar a vocês.
(dou um bombom para quem me encontrar nessa foto)

Para quem não estava sabendo da novidade, fui aprovada pelo Enem e, agora, sou uma estudante do curso de Letras da UFC :D. Não vou mentir que, inicialmente, não estava satisfeita pelo curso em que havia sido aprovada (porque foi o último que coloquei, já que a minha nota não dava para os outros os quais tinha pretensão) e relutei diante a ideia de me matricular. Mas como estava infeliz em minha outra faculdade (porque não estava me encontrando), escutei as palavras do Mitchu ("dê uma chance ao curso... Vai que você gosta?") e fui com a cara e a coragem me matricular. O resultado? Estou adorando! As boas vindas aos calouros foi altamente empolgante e estimulante, além da recepção aos "bixos" ter sido simpática e divertida. As pessoas do curso, a meu ver, são super abertas e isso me agradou bastante, já que também convivia com pessoas assim no IFCE. No resumo, estou super animada! Mal espero chegar em casa com uma pilha imensa de livros para ler! Acredito que irei amar, bem mais do que ter uma série de vinte desenhos para fazer ♥.

Além disso, tenho poucas novidades para contar. Desse mês para cá, não fiz muita coisa notória. Minto, fiz. "Terminei" Outubro. Terminei entre aspas porque eu só vou considerar Outubro plenamente pronta quando fizer as revisões, acreditar que tudo está uma porcaria, apagar grande parte da história e refazer. Exagerado? Bom, um pouco. Mas eu sou louca assim mesmo, fazer o quê?
Por hora, estou me focando na Inevitável. Digamos que meu ânimo convergiu para ela, então é dela que estou cuidado ♥. E, além de estar revisando meus textos antigos, estou lendo (resultado de ganhar seis livros de aniversário e ter outros tantos acumulados na mesa)! No momento, estou lendo Amanhecer, da Stephanie Meyer, mas como estou muito enfadada com o livro (vou poupar meus comentários sobre ele para postá-los depois), vou começar Sussuros de uma Garota Apaixonada, da Mandy Porto (presente do meu amor de aniversário ♥). Fiquei extremamente afim de conhecer a obra tanto pela capa quanto pelo Booktrailer, que tem meu Sammyzinho lindo (Jared Padalecki na primeira temporada de Supernatural, para quem não compreendeu meu acesso de fã louca). Colocarei minhas impressões aqui assim que tiver lido :D.

Bom, por hora é apenas isso que tenho para vos contar. Em breve, estarei postando coisas aqui em relação à Yume. Tem promoção aí, pessoal! Mas isso só conto no outro post x3~

~ Edit ~

Esqueci de postar uma foto minha do pós-trote. E, bom, lá foi:

(É, eu sei que fiquei linda.)

Beijos da tia!

Eu realmente quero em 2011...

- Dinheiro
- Um emprego digno como webdesigner
- Dinheiro
- Boa parte dos livros que estão na minha lista de desejados do Skoob
- Dinheiro
- Aprender a dirigir
- Um carrinho de segunda mão
- Dinheiro de novo
- Pullips My Melody, Bonita
- Taeyang Hash e Edward Mãos de Tesoura
- Dinheiro mais uma vez T^T
- Ser publicada
- Ir para Sampa City
- Preciso repetir o desejo mais repetido?
- A cadeira optativa de dança no IFCE <3~
- Desenhar mais
- Escrever mais
- Ler mais
- Assistir mais seriados e filmes
- Sair mais (?)
- Aprender a costurar roupinhas para minhas dolls.
- Curso de Fotografia na casa amarela.
- Uma Cannon compacta
- Dinheiro
- Curso de ilustração à distância
- Dinheiro
- Pacote da Adobe versão CS5
- Dinheiro


Nunca tive tantos desejos capitalistas para um só ano.

Inspiração

Estou passando por um período muito tenso chamado final de semestre
, o pior momento na vida de qualquer universitário. Provas e mais provas, trabalhos e mais trabalhos, e os professores nunca estão satisfeitos com o que já passaram - por isso, jogam ainda mais coisas para nós, reles e batalhadores alunos.
Bom, mas esse nem é, de fato, o problema. Trabalhos e provas? Tudo bem, faz parte da vida de qualquer estudante. O que me complica é a minha inspiração. Sim, ela mesma, a maldita que resolve trabalhar justamente no período em que não posso usá-la se não for para fins acadêmicos! E o que acontece comigo? Milhares de idéias muito legais começam a bombardear a minha mente. Aonde quer que eu vá, uma cena já me remete a um fato que poderia ser muito bem explorado em uma das minhas histórias ou, quem sabe, em uma história nova. Para isso não é necessário muito. Todo escritor sabe que, quando a coisa surge, não avisa previamente e nem manda: "inspire-se naquilo ali!". Simplesmente acontece.
E eis o dilema desta pobre estudante com quem vos fala: a vontade de escrever tá grande. Minha mente tá sendo atacada ferozmente por várias e várias ideias geniais, uma completando a outra, algumas impulsionando novos trabalhos. Mas eis a questão: por que justamente em período de final de semestre? Acho que minha cabeça tem algo contra eu mesma. Sim, porque essas coisas nunca acontecem quando estou em um período disponível para me deleitar sobre minha imaginação. O exemplo mais claro disso chama-se Inevitável. Consegui fazer uma história inteira em três meses, utilizando todo meu tempo disponível na conturbada vida de pré-universitária para escrever uma história de 20 capítulos. Tudo bem que, um ano depois, acho que a Inevitável tá cheia de erros que pedem encarecidamente para serem corrigidos, mas o feito fica aí, né? Pôxa, não é todo estudante que está arrancando os cabelos só em pensar na palavra vestibular que consegue fazer um feito que eu fiz.
Enfim, eis o meu dilema e o dilema da minha agenda de 2007 que está me servindo como bloquinho de ideias (agora, diariamente, o My Little Pony me acompanha). Só desejo mesmo que esse período passe e eu possa, finalmente, escrever páginas e mais páginas de histórias.

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A Dama Pálida

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Kamile Girão
Fortaleza, Ceará, Brazil
Garota, estudante de Letras, protótipo de escritora. Ama velharia, música antiga, pilhas de livros, pilhas de DVD's, desenho, bonecas, um sardentinho geek e, principalmente, escrever.
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